sábado, 13 de junho de 2015

Meu Aniversário, Filmes de Princesa e Uma Nova Série de Postagens.

Eu vestida de Cinderela em um Dia das Crianças do colégio,
e eu em um dos (vários) aniversários cujo tema foi relacionado às Princesas da Disney.
Ontem, foi meu aniversário. Não foi um aniversário comum, desses que nós comemoramos todos os anos no dia em que nascemos. Foi um meio aniversário, porque sim, eu comemoro o meu aniversário a cada semestre. Pode parecer loucura, mas tem uma explicação. Tudo começou no meu aniversário de seis ou sete anos, quando nós acidentalmente apagamos da câmera digital as fotos da comemoração. Para não ficarmos sem registro, meus pais preparam no dia 12 de junho do ano seguinte (completo primaveras no dia 12 de dezembro) uma pequena festa surpresa, em casa mesmo, mas que virou tradição. Não me recordo de um ano em que essa data não tenha sido comemorada, nem que fosse só com um ‘parabéns’.

Mas eu queria fazer algo diferente, afinal, esse seria o último aniversário antes de atingir os tão desejados 18 anos. Não espero muitas mudanças, já que fui emancipada e não senti praticamente nenhuma diferença. A única coisa legal era que eu podia entrar e sair da escola sem precisar da autorização dos meus pais (o que foi bem útil para comprar café fora do colégio nas manhãs de sábado). Pensei em criar uma lista de 18 coisas para se fazer antes dos 18 anos, mas eu sou péssima em cumprir metas (apesar de que eu colocaria ‘mudar de continente’, só porque eu tenho certeza de que isso irá acontecer). Decidi então fazer uma retrospectiva visando relembrar tudo aqui me marcou nesses (por enquanto!) 17 anos e meio de vida.

Se eu pudesse resumir a minha infância em algumas palavras certamente ‘princesas’ estaria entre as selecionadas. Tudo iniciou com a história da Cinderela, que meu pai costumava contar para eu dormir, mas a minha quase obsessão pela realeza não parava por aí. Lembro-me de correr para frente da televisão sempre que se noticiava algo sobre o Príncipe William (na verdade eu faço isso até hoje, e o anúncio do nome da Princesa Charlotte resultou em um tombo bem engraçado). Como eu não tinha nascido princesa, o que me restava era adquirir artigos de princesas. Cadernos, roupas, mochilas, adesivos, bonecas e tudo o que você puder imaginar. O único problema foi que, sofrendo da síndrome de Cinderela invertida, eu deixei de calçar sapato de criança muito rápido e por isso nem sempre tinha o que eu queria disponível no meu número. Com o relançamento das Melissas, esses problemas acabaram e hoje eu saio por aí com os meus sapatos da Barbie e da Branca de Neve. Creio que eu chego muito perto de ter assistido a todos os filmes com essa temática, mas esses abaixo são definitivamente os meus preferidos.

Cinderela: acho que existe o que falar desse filme além do que eu já falei nesse post dedicado somente a ele. Mas como ele realmente marcou a minha vida, eu irei listar tudo o que posso ver dela, aqui no meu quarto, neste exato momento: uma coberta, um Barbie dentro de sua respectiva caixa, um caixinha de música, um DVD, uma coroa e os ingressos para as duas vezes em que vi o filme no cinema. Pode ter certeza que tem muito mais coisas guardadas. 

Barbie em A Princesa e a Plebeia: eu poderia colocar vários filmes da Barbie aqui, porque eu até hoje assisto aos novos lançamentos da linha da Mattel (ter uma amiga com irmãzinha com gosto de filme similar ao meu ajuda bastante!), mas esse aqui tem um lugar especial graças à música ‘Como ser Uma Princesa’. É basicamente um livro de etiqueta (gênero que eu adoro) em uma música, cantei tanto que sei a letra até hoje. Para quem não conviveu com uma criança fã da boneca mais famosa do mundo nessa época, o filme conta a história de duas garotas que excluindo o cabelo, são idênticas. Uma está destinada a um casamento com um homem que não ama para salvar o reino e a outra sofre para pagar as dívidas que seus pais fizeram para sustentá-la. Quando a Princesa Anneliese desaparece, Érika assume seu lugar para evitar um Golpe de Estado. O mais interessante é que o filme foi inspirado em um livro do Mark Twain. Será que um dia ele imaginou que sua história estamparia lancheiras e malas de meninas ao redor do mundo?

O Diário da Princesa: o que dizer desse filme ao qual eu assisti ontem mesmo e outras centenas de vezes? Bem, a história da garota que se descobre Amelia Mignonette Thermopolis Renaldi, Princesa de Genovia. Mia (a maravilhosa Anne Hathaway), sendo a única herdeira, começa então a ter aulas de boas maneiras com a sua avó, a Rainha Clarisse (a incrível Julie Andrews). Para o filme ficar ainda mais mágico, ao rever o filme constatei que a diretora do Colégio Albert Einstein é a Sadra Oh, a Cristina Yang de Grey’s Anatomy! E eu aqui achando que ele não podia ficar melhor.

Um Príncipe em Minha Vida: outra obra que fez parte do meu momento ‘desenterrando o baú de uma madrugada de quinta-feira’. Tudo começa quando um Príncipe Dinamarquês mimado decide fazer um intercâmbio para Wisconsin, nos Estados Unidos. Lá ele conhece Paige Morgan, uma garota que sonha em ser médica e não faz a mínima ideia de quem seria aquele jovem de maneiras tão peculiares. Considerado um clichê pela crítica e por muitas pessoas, eu tenho ele na minha lista de favoritos. Eu poderia citar inúmeros motivos, mas só darei dois. O Príncipe Edvard declama Shakespeare e fala fluentemente Inglês, Francês, Alemão, Dinamarquês, Holandês e Flamengo. Tem como não amar?

A Nova Cinderela: sim, eu sei que não existem princesas de verdade nesse filme. Não, eu não me importo com isso. O motivo? Temos um príncipe a caráter e uma protagonista com um vestido bonito que almeja estudar em uma Ivy League. Não precisa de mais para mim. Na história, Sam Montgomery (Hillary Dufff) é uma garota que troca mensagens com um anônimo, que acabaria sendo o garoto mais popular da escola, o jogador que queria ser escritor Austin Ames (interpretado por Chad Michael Murray, que está me fazendo cogitar seriamente assistir a One Tree Hill). No baile, ao invés de perder o sapatinho de cristal, ela deixa para trás um celular. Só que a ex-namorada de Ames e as suas ‘irmonstras’ farão de tudo para tornar o romance impossível.  Não chega nem perto de ser como a chuva durante a seca, inútil e decepcionante, te ensina a nunca deixar o medo de errar impedir que você jogue. Pronto, parei de parafrasear o filme.

Encantada: estava na lista. Depois foi tirado, e agora está sendo colocado novamente. Até porque esse filme marcou minha vida, infelizmente de forma negativa durante uma fase. Depois que assisti à história de Giselle eu passei noites e noites com dificuldade para dormir, graças à Rainha Narissa, transformada na bruxa da Branca de Neve. Para ser sincera, até hoje eu não sou muito fã dessa parte. Só que isso não me impediu de apreciar essa encantadora paródia da Disney pelo menos umas quatro vezes nos últimos doze meses. Em uma delas, procurando por mais filmes com o Patrick Dempsey (o mocinho que resgata a princesa perdida em Nova York) fui levada ao nosso – saudoso, mas nem tanto – McDreamy, em Grey’s Anatomy. Ótimo achado, não?

Para Sempre Cinderela: O último filme da lista não está aqui por ser o ‘menos preferido’, ele está aqui pelo simples motivo de eu só ter conseguido assistir a ele por inteiro no ano passado, na Netflix. Sempre, todas às vezes, sem exceção, em que ele passava na Sessão da Tarde (que não é só um programa de televisão, é também um gênero cinematográfico, quase um estilo de vida) eu pegava na mesma parte. Era a Drew Barrymore fugindo com as asas de borboleta de um castelo. Era frustrante. Quando finalmente pus fim a essa saga, fiquei feliz por tê-lo feito tão tarde. As referências feitas à filosofia, assim como aos artistas como Leonardo Da Vinci poderiam ter passado batido quando criança. Mas não foi o que aconteceu, fazendo me apaixonar ainda mais pelo filme. Se você ainda não teve a oportunidade (como eu) de ver uma das dezenas de vezes que passou na Globo, corre para a Netflix, que vale a pena!

Essa postagem foi inspirada após uma maratona de filmes ‘reais’,
 e é somente a primeira de muitas outras sobre diversos
 tópicos que nos marcam a infância
(e a vida!).

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