sábado, 2 de maio de 2015

A Princesa nasceu! ou uma lista de filmes sobre a realeza britânica.

Edição comemorativa do The Times para o nascimento
do Príncipe George, em julho de 2013.
Se alguém estiver na Inglaterra e quiser me trazer o jornal sobre o nascimento
da Princesa de Cambridge, eu adoraria. 
Após dias de espera e suspeitas, finalmente o nasce o mais novo bebê real. E é uma menina, a quarta na linha de sucessão ao trono britânico logo após seu avô, pai e irmão. Entretanto, a Princesa, cujo nome só será divulgado nos próximos dias, mal nasceu e já é alvo de críticas. 'A filha da minha vizinha também nasceu, quer que eu a entreviste?', 'e eu com isso?' foram as frases mais comentadas em posts nas redes sociais. Alguns desceram um pouco mais o nível, chamando a recém-nascida de nomes que eu consideraria ofensivos demais até para um adulto. Apesar de acatar as reclamações dos britânicos, afinal são eles quem 'convivem' com a Família Real, o que eu realmente não entendo se é uma tendência comportamental ou somente um modismo ser ranzinza e crítico cibernético. A história, a globalização e o determinismo do 'felizes para sempre' estão aí para justificar o porquê do 'sangue azul' ser notícia em jornais do mundo todo.

Outro ponto o qual eu desconheço é a época em que comecei a me interessar por essa família símbolo da Grã-Bretanha. É em algum momento entre a primeira vez em que ouvi uma história sobre princesas e a minha primeira memória. Recordo-me de sempre ir correndo assistir às reportagens que falavam especialmente do Príncipe William.

E em julho de 2013 tive o imenso prazer de estar na Inglaterra quando o Príncipe George nasceu, e foi uma experiência fantástica. Para alguns, assistir aos Jogos Olímpicos sediados no ano seguinte no país poderia ter sido mais emocionante, mas não para alguém que perdeu as primeiras aulas da manhã só para acompanhar o Casamento Real. Lembro-me muito bem da expectativa que todos estávamos sentindo em relação ao anúncio. Um telão foi montado para exibir as últimas notícias e quando finalmente aconteceu, um chá foi feito para comemora a ocasião. Os bolinhos que nós mesmos decoramos não ficaram lá aquelas coisas, mas o que vale é a intenção. Pelas lojas podíamos ver a mais diversas homenagens para o novo membro da família real, e jornais faziam o mesmo colocando-o em suas capas.

Pensava então eu, em quantas vezes aquele rito já havia se repetido, e em como ele deveria ter mudado. Com as novas tecnologias pode-se divulgar informações tão rapidamente que até se enjoa de uma notícia de tanto vê-la na timeline. Imagens podem ser transmitidas ao vivo e a rapidez com a qual testemunhos chegam é surprendente. Todavia, o que mais me encanta é o que não mudou. O cavalete colocado no pátio do Palácio de Buckingham, as salvas de canhão, a escolha do nome sempre homenageando antepassados. O 'town crier' ou 'bellman' anunciando o nascimento iniciando por 'oyez, oyez, oyez', como vemos em filmes de época sendo anunciado o baile real. É uma sensação de segurança e de apego à própria história que não só fascina, mas também acalenta.

E para celebrar um momento histórico - sim, histórico - como esse, segue uma lista de filmes com mulheres fortes da realeza britânica, algumas infelizmente com destino trágico. E que a Princesa, mesmo não se tornando Rainha nem se encontrando em uma monarquia absolutista, seja capaz de fazer a diferença com todo essa fortuna na qual nasceu.

A Outra: estrelado por Natalie Portman (que parece ter nascido para atuar em filmes de época), Scarlett Johansson e Eric Bana, o filme mostra a relação de amor e ódio entre as irmãs Ana e Maria Bolena desde a infância, mas principalmente durante a presença delas na corte.Um dos motivos pelo qual Henrique VIII rompe com a Igreja Católica, a gravidez de Ana poderia fortalecer a sua posição como consorte real, mas acaba selando seu destino.

Elizabeth e Elizabeth - A Era de Ouro: sou extremamente suspeita para falar sobre esse filme, já que sou uma admiradora assumida dessa monarca, tenho inclusive um busto dela em meu quarto. E esse filme é perfeito para conhecer um pouco da história de quem nasceu em meio a intrigas políticas, foi renegada pelo pai por não ser um menino, teve a mãe decapitada e veio a ser tornar uma das soberana mais prósperas. E não poderia ser diferente, afinal o que se esperar de alguém que nunca se casou, afirmando que já havia se unido em matrimônio com o Reino da Inglaterra?

A Jovem Rainha Vitória: apesar de deter o mais longo reinado da Grã-Bretanha (recorde prestes a ser quebrado por Elizabeth II), o filme foca no relacionamento de Vitória com seu marido, o Príncipe Albert. É delicado, leve e perfeito para um fim de tarde. A atriz principal, a Emily Blunt, faz a também Emily no filme O Diabo Veste Prada.

A Rainha: ambientado em um período conturbado para a monarquia inglesa, Helen Mirren interpreta Elizabeth II e suas ações frente à morte de Lady Di, a princesa do povo. É essencialmente político, chegando até a ser frio em sua forma de retratar a família real, o que o torna ainda mais interessante.

Diana: não sei o quão historicamente acurado ele é, mas o filme disponibilizado recentemente na Netflix, mostra o relacionamento da mãe de Willian e Harry com o cardiologista Hasnat Khan em seus últimos anos de vida. Apesar de não ter chego ao trono, a 'Princesa do Povo' fez, e muito, com a sua popularidade. E essa é, ao menos para mim, a parte mais interessante da biografia: a Diana humanitária.

 Long live the Princess! 

Atualizado: o nome foi finalmente divulgado, é Charlotte Elizabeth Diana.
Ela será conhecida como Sua Alteza Real Princesa Charlotte de Cambridge.


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