sexta-feira, 26 de junho de 2015

Um dia para o mundo chorar e comemorar.

26 de junho de 2015, um dia em que o conceito de cidadão global
não poderia ser melhor exemplificado.

Dia 26 de junho, uma data que irá entrará mais uma vez para a história.  Em 1945, a carta das Nações Unidas era assinada em São Francisco. Já em 1963, JFK proferia seu famoso discurso 'Ich bin ein Berliner'. Hoje, depois de meses de férias, eu consegui acordar cedo. Sim, eu acordei antes do meio-dia, mais especificamente às cinco da manhã. Infelizmente foi com o celular apitando e acendendo com notícias do Le Monde, da BBC e da CNN. Um homem havia sido encontrado decapitado na França, e a suspeita era de terrorismo.

As notícias então foram tornado-se cada vez piores, como - infortunadamente - sempre acontece. Na Tunísia, um homem armado com o fuzil mata ao menos 37 pessoas em um destino tradicionalmente turístico do país. No Kuwait, um ataque a uma mesquita faz centenas de feridos, sendo até o momento 27 fatais. Sendo que o Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelos dois últimos ataques. Já a Síria, que além dos constantes massacres e de perder 26 membros das forças do governo em um atentado suicida, teve mais de 100 civis mortos somente nas últimas 24 horas.

O sentimento era uma combinação de tristeza, pelas vítimas e suas famílias, e preocupação. Os pêsames, ao contrário dos que muitos pensam, não ocorrem somente devido à grande presença de europeus no ocorrido. É uma sensação de profunda desesperança ao ver, que o mundo caminha mais uma vez para o caos explícito. O dizer de que a paz não é nada mais que um intervalo entre duas guerras passa a soar cada vez mais verdadeira. A frase do presidente francês François Hollande de que 'emoção não poderá ser a única reposta', justifica a minha consternação.

Mas em meio a tantas notícias ruins, uma maravilhosa notícia com uma das mais belas reações. A Suprema Corte Norte-Americana, finalmente cumprindo as palavras de sua Constituição, aprovaram o casamento para pessoas do mesmo sexo em todo país. E o mundo todo comemorou.  Com o auxílio do aplicativo Let's Celebrate Pride, o Facebook permite que seus usuários apliquem um filtro com as cores do arco-íris, deixando então a rede social com uma alegria que não vem só da explosão tons.

Em uma vida onde tragédia, impotência e fracasso fazem parte da definição de realidade, conquistas como essas precisam ser comemoradas, mesmo que simbolicamente. Compartilhe aquele post, mude a foto de perfil ou a imagem de capa, grave um vídeo. Pode parecer insignificante amanhã, quando infelizmente novos atos de intolerância - tanto religiosa, quanto sexual ou racial - começarem a aparecer. Mas hoje, e talvez somente hoje, nós tivemos a prova de que, mesmo no pior dos cenários, um ato de amor e de coletividade pode salvar o dia. E nós nem precisamos terminar a história com 'e eles viveram felizes para sempre'. 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Capítulo 8, 54 dias, Festival de Cinema Francês e Amizade.

Que foto poderia resumir melhor o assusto da postagem que essa
minha e da Martina em Paris? 
Desde 2010 acontece em diversas cidades do país o Festival Varilux de Cinema Francês, patrocinado pela multinacional francesa Essilor/Varilux, Embaixada da França, Aliança Francesa, Air France e outras instituições. O principal objetivo é difundir a cultura e mais especificamente o cinema desse país que eu tanto adoro.

Conheci o projeto em 2013 enquanto ainda estudava a língua na Aliança Francesa aqui de Curitiba. O longa escolhido foi Adeus, Minha Rainha do Benoît Jacquot. O motivo era bem simples: falava sobre uma de minhas rainhas favoritas, Maria Antonieta. Infelizmente, quando chegamos na bilheteria já não havia mais ingressos. A minha decepção foi bem visível, mas acabamos assistindo a outro filme, que não fazia do evento.

Ano passado eu e a Martina, que para quem não sabe é uma das melhores amigas do mundo todo (além de uma cinéfila incorrigível), fomos assistir Yves Saint Laurent, com Pierre Niney. A cinebiografia do magnífico estilista que tornou preto e azul-marinho uma combinação elegante, mostra os pontos altos e baixos de sua carreira e vida pessoal. É interessante para os amantes do cinema e  simplesmente indispensável para os amantes da moda.

Já nesta edição, decidimos aproveitar que passamos um tempinho sem nos encontrarmos para matar a saudade de vez. Almoçamos no Shopping Crystal, onde encontra-se o Espaço Itaú de Cinema que sedia o festival aqui em Curitiba, e ficamos conversando até a primeira sessão começar. Sim, nós optamos por ver dois filmes seguidos e foi uma das melhores experiências cinematográficos que já tive! É muito comum eu assistir a várias produções seguidas (o meu recorde são cinco em um único dia), mas isso nunca havia sido feito no cinema.

O primeiro filme era O Diário de Uma Camareira (Jounal d'une Femme de Chambre), dirigido por Benoît Jacquot e como Adieux, Ma Reine, estrelado por Léa Seydoux. Ambientado em 1900, os 96 minutos de duração são utilizados para apresentar, aleatoriamente, trechos da vida de Célestine. Obviamente, ela não tem uma vida exatamente ordinária, pois como disse Alexandre Dumas (filho) 'se essa fosse a regra, não valeria a pena escrevê-la'. Com uma personalidade forte e um tanto arredia, a camareira inicia seus trabalhos em uma cidadezinha do interior, onde a interação com os sua exigente patroa, seu insolente marido, um vizinho louco, amigas perturbadas e um pretende de caráter duvidoso geram cada vez mais histórias para Célestine incrementar seu repertório.

Baseado em um romance de Octave Mirabeau, publicado em 1900, o filme satiriza as frágeis relações entre patrões e empregados. Além da versão de Jacquot, a obra já foi adaptada outras três vezes: em 1916  por um cineasta russo, em 1946 por Jean Renoir em uma produção estadunidense e em 1964, em francês, pelo espanhol Luis Buñuel (conhecido por A Bela da Tarde, Belle de Jour, protagonizado por Catherine Deneuve). Infelizmente, ainda não consegui assistir às outras versões, que foram muito mais aclamadas pela crítica. Eu, pessoalmente, gostei da produção em geral. Sim, você sai do cinema sem saber exatamente o que aconteceu, após cenas e cenas serem quase que randomicamente jogadas na tela, mas a proposta condiz com o título: um diário. É como se você estivesse folhando as página dos registros pessoais de alguém, que é realmente um fruto de seu meio. Em um ponto da trama, Célestine conta a origem de seu posicionamento quanto à sexualidade humana. E é realmente triste, assim como a banalização de abusos sexuais pelo cotidiano. Não sei dizer até que ponto nós evoluímos ou retrocedemos quanto ao assunto, afinal, ainda discutimos a legalização do aborto e se o uniforme das babás interferem ou não em seu trabalho e dignidade. Mas posso afirmar que este filme fará você repensar o seu ambiente social e o papel que todos nós desempenhamos nele de uma maneira lúdica que beira ao cinismo.

Depois de uma pausa de vinte minutinhos (e cafés gigantes do quiosque perto do cinema) iniciamos Hipócrates (Hippocrate, originalmente), um 'drama' médico. O filme foi escolhido por razões bem simples também: a Mar estuda para tornar-se médica e eu gosto de médicos (vide Grey's Anatomy). Apesar da história, dirigida por Thomas Lilti, ser mais objetiva que a anterior, ainda sim é conduzida de forma vagarosa que nos leva à reflexão. Benjamin, um recém-formado, começa a trabalhar em um hospital comandado por seu pai. Só que lá ele encontra muitos problemas que acabam por afetar diretamente a vida de seus pacientes. Junto a tudo isso, temos também a presença dos médicos árabes no local de trabalho parisiense, que precisam lidar com as diferenças culturais e com a apreensão dos nativos. É impossível não comparar a situação com a vinda dos profissionais cubanos para com o programa Mais Médicos.

A desglamourização de uma das carreiras mais elitizadas é o ponto forte do filme, que mostra a realidade com extremo decoro. A sensibilidade que já é parte do esteriótipo do cinema francês encanta e nos faz desejar que a prática de todas as ocupações fossem assim apresentadas.

O dia então desenvolveu-se produtivamente e me fez pensar o quanto eu sentiria falta do Festival Varilux. Resolvi então pesquisar se um evento parecido acontece em Coimbra e a resposta, felizmente foi positiva. A Festa do Cinema Francês acontece no segundo semestre há quinze anos, em diversas cidades portuguesas. Problema resolvido. Mas o que farei eu quanto às amizades? Sem uma companheira que apesar das inúmeras - e por inúmeras eu digo muitas - brigas continua sendo uma das melhores companhias que alguém pode ter, com o assunto entre nós sendo praticamente infinito? E que podemos ficar dias e dias sem nos falarmos, mas quando isso finalmente acontece, parece que nenhum tempo passou?

Bem, acho que centenas, milhares de pessoas já tiveram esses pensamentos. Eu mesma já passei por isso, chorei, e só envolvia a mudança entre cidades do mesmo estados, não diferentes continentes. A última opção, no entanto, não poderia ter sido melhor retratada quanto na série televisa de Shonda Rhimes,

Grey's Anatomy é, como já dito aqui, uma de minhas séries favoritas, com uma das personagens que mais me inspiram. Como se isso e a ambientação médica não bastassem para que o drama pudesse ser aqui contextualizada, o programa ainda criou uma das mais belas definições de amizade que poderiam existir. A relação entre Cristina Yang e Meredith Grey é, sem dúvida alguma, a mais realista de todo o show. Elas se amam, elas se odeiam, elas quase se matam e se abraçam minutos depois. Elas criaram a expressão 'você é a minha pessoa'. A pessoa para quem elas ligariam para ajudar a arrastar o corpo, caso tivessem assassinado alguém. A pessoa com quem você sempre pode contar, mesmo quando estão em países diferentes. No caso delas, Estados Unidos e Suíça. No nosso caso, Brasil e Portugal.

Porque eu posso dizer, sem sombra de dúvidas, que eu encontrei a minha pessoa. Que diz que o segredo para algo parecer verdade é falar com confiança, que me acompanhou na minha primeira viagem para o exterior, que me ensinou a gostar de Chico Buarque, e que me convidou ( e na maior parte das vezes deixou eu me autoconvidar) para ir na sua casa, e que também passou algumas tardes aqui em casa, uma delas falando que ia tirar um cochilo de 10 minutinhos que se tornaram 9 sinfonias do Beethoven. Enfim, o mais  próximo que um dia eu terei de uma irmã (assim eu espero, mãe).

Então Mar, se você estiver lendo isso (e é bom você estar, porque eu te mandei o link!) saiba que não importa onde nós estejamos morando, ou o que estejamos fazendo, você sempre, sempre, sempre poderá contar comigo. Amigos são a família que nós escolhemos e eu escolheria você infinitas vezes para fazer parte da minha. 

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Capítulo 7, Dois Meses ou O que você quer ser quando crescer?


Papi e eu, não sei se na ida ou na volta do Marumbi!

Crianças tem, certamente, uma diferente percepção diferente do que acontece ao seus arredores. Ao perguntar para elas qual profissão elas desejam exercer no futuro, elas darão as mais variadas respostas. Veterinária, astronauta, professor, cientista, cigana promotora de justiça e o que lhes parecer interessante no dia. Para elas não importa o mercado de trabalho, a remuneração ou todo o caminho que elas precisarão percorrer para chegar a determinado posto. Aos olhos infantis, querer é, sempre, poder.

Inevitavelmente o tempo passa, e todos os que tem a oportunidade, crescem. O mundo então já não parece tão simples. A vida é como exercícios de física do Ensino Médio: nunca  fáceis, mas não condizentes com a realidade, já que esta não acontece em situações ideais. Decisões precisam ser tomadas, notas precisam ser alcançadas e, no meio disso a sensibilidade e a capacidade de interpretar a nossa história de uma maneira inocente se torna menos óbvia. Na loucura e na correria do cotidiano, muitos não tem tempo de contemplar este lado que está presente em todos nós.

Mas algumas pessoas seguem, mesmo que inconscientemente, rumos de infância. Dedicam-se à atividades que influenciarão diretamente a vida de muitos. São aqueles professores, médicos, militares que dispensam tempo de sua privacidade para atuar diretamente na sociedade. Em muitas dessas vezes, eles arriscam suas próprias vidas. E é sobre isso que eu gostaria de falar.

Para quem não sabe, eu tenho o meu próprio super-herói em casa, que me tirava do meio da aula para fazer arvorismo improvisado no parquinho da escolinha. Que também me ensinou a nadar, andar de bicicleta, jogar vôlei e a também dar alguns nós com a corda. E levou-me para acampar, para escalar uma montanha e para nadar onde o mar não me dava pé. Meu super-herói não usa capa (a Edna, de Os Incríveis aprovaria), mas usa farda e arrisca a própria vida para ajudar os outros. E essa era uma realidade que sempre pareceu distante para mim. Até ontem.

Ao me buscar no curso de francês minha mãe estava no telefone. Entrei no carro comentado que ela iria levar uma multa, mas ela pareceu não prestar atenção. Ela estava falando com o meu pai, que estava no hospital. Logo avisando que estava tudo bem, ela contou que durante um incêndio no bairro Parolin um muro havia caído em meu pai e em um colega de trabalho. Ele só estava esperando os resultado de um exame sair para ver se algo mais grave tinha acontecido. Felizmente não, mas poderia, caso ele não estivesse usando um capacete para proteção. Poderia ter acontecido algo e eu, sinceramente, não saberia o que fazer sem essa pessoa que tanto me influenciou. Influenciou-me e mostrou-me que nós podemos ajudar o próximo constantemente, sem nos vangloriar disso.

E é essa pessoa quem que daqui dois meses embarca junto comigo para me acompanhar no início de uma nova fase, rumo a uma vida mais influenciada por ele do que às vezes eu deixo transparecer. Eu te amo muito, Pai!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Cócegas são tortura não só em humanos!, lórises ou cinco anos de vegetarianismo.

 Foto: International Animal Rescue (IAR)/ Creative Commons
Apesar de nunca ter feito um post sobre o assunto aqui no blog, eu sou uma amante de animais de longa data. Quando pequena eu pensei em ser veterinária (só nos finais de semana, em dias de semana eu queria ser professora. Imagina a felicidade da minha mãe com isso) e o filmes que até hoje mais me fazem chorar são aqueles com animais. Aos três anos, impulsionada por um cometário sobre comer carne de boi ou de porco, não lembramos muito bem, perguntei aos meus pais se era preciso 'matar os bichinhos para comermos'. Quando a resposta foi positiva eu me recusei a terminar a refeição. 

Infelizmente, criança tem memória curta e é fácil de enganar então eu continuei comendo carne, sempre de maneira seletiva. Nada cozido, quase nada de assados. Era mais espetinho, cachorro quente, hambúrguer, tudo muito saudável. Até que um dia, na sétima série, mais especificamente em 12 de março de 2010, eu assisti em sala de aula ao documentário 'A Carne é Fraca', produzido pelo Instituto Nina Rosa. Apesar de muitos o criticarem e considerarem a produção inconsistente, foi suficiente para impressionar uma pessoa de doze anos. Depois daquele dia, eu nunca mais coloquei um único pedaço de carne na boca intencionalmente (até aconteceu sem querer, mas eu não engoli).

No começo, confesso que eu importunava bastante as pessoas sobre como a matança de animais para o nosso bel-prazer é imoral e que criticar os chineses que comem cachorrinhos e comer um boizinho faz de alguém hipócrita (pronto, parei). Hoje eu já consigo evitar uma discussão ao ver alguém comendo carne, desde que ela não queira me convencer que isso é correto, utilizando argumentos incoerentes e absurdos. 

Eu não quero tentar instituir uma sociedade vegetariana, pois sei que seria inconcebível. Existem pessoas morrendo de fome ou sendo jogadas ao mar ao fugirem de seus países em guerra e quase nada se faz sobre isso. Somos muitas vezes incapazes de nos solidarizarmos com alguém que é de nossa mesma espécie, imagine ter empatia por um animal que não se assemelha a nós. Por isso, o vegetarianismo para mim é, atualmente,  uma questão pessoal. Eu não conseguiria dormir tranquilamente todas as noites sabendo que participei, mesmo que minimamente, deste ciclo vicioso entre produtores e consumidores.

Ainda sim, eu sei que só não comer carne não é suficiente. Na verdade, este não é nem o máximo que poderia ser feito em nível individual, visto que eu não sou vegana. O problema é que abandonar o leite e os ovos é um processo muito radical e o fato de não ser eu quem preparo toda a minha comida toda tudo ainda mais complicado.Então esse é um projeto pessoal a ser desenvolvido ainda, está na minha lista de 'coisas para fazer antes de morrer'.

E quando se trata de ações de nível global, o máximo que eu fiz foi assinar algumas (várias) petições do Greenpeace. Na mais interessante delas, acabei recebendo um e-mail da Embaixada Russa no Brasil falando sobre a prisão da brasileira Ana Paula Maciel. Só que nenhum deles tinha me chamado tanta atenção quanto a iniciativa da organização International Animal Rescue.

Com sede no Reino Unido, a organização tem como objetivo resgatar e reabilitar animais domésticos e selvagens, devolvendo os último para a natureza ou colocando-os em santuários caso não sejam capazes de se adaptarem em seu habitat natural. Orangotangos, gatos, ursos, cachorros, pássaros, macacos e outros animais são ajudados. Mas foi no último dia 08, devido à grande repercurssão na internet, que lançou-se a campanha 'Tickling is TORTURE -  Save the slow Loris' (Cócegas é tortura - Salvem os Lóris, em tradução livre).

Com inúmeros compartilhamentos e 'repostagens', vídeos com Lórises Lentos 'apreciando' cócegas são ou uma terrível crueldade ou uma completa ignorância. Conhecidos por sua fofura esses primatas são originários do sudeste asiático, mas tem sido tirados de seu ambiente natural de forma ilegal para habitar em outros países como animais de estimação. No caminho muitos morrem em suas minúsculas gaiolas e os outros continuam a conviver com os seus semelhantes lá mortos. Ainda em sua terra natal, eles tem seus dentes barbaramente arrancados com cortadores de unhas (foto acima), alicates ou outras ferramentas similares, para supostamente os tornarem inofensivos. O mesmo ocorre com aqueles com os quais os turistas tanto amam fotografar e filmar. Alguns argumentam que eles foram nascidos em viveiros, mas a verdade é que em 2012 somente 11 animais nasceram em zoológicos ao redor do mundo. Nessa mesma data, eram 50 os diferentes filmes de Lórises disponíveis onlines, explica a Professora em Antropologia e Conservação Primata Anna Nekaris, em sua palestra no TED+ de Nashville. 

Além disso, os lórises lentos são tradicionalmente noturnos, e luz muito intensa pode cegá-los. Eles também são animais que percorrem longas distâncias durante a noite para depois serem aprisionados em minúsculas gaiolas facilmente, visto que possuem movimentos vagarosos como o próprio nome diz. Todo esse sofrimento tem aumentado com ajuda das redes sociais: rastreados pelo projeto da Professora Nekari, viu-se que o comentário mais feito sobre o assunto é 'eu quero um para mim'. Não é de se surpreender que o valor da espécie tenha aumentado no mercado clandestino. 

O que podemos então fazer, você deve estar se perguntando (ao menos eu espero isso)? A resposta pode ser dada em diversos graus. Pode-se compartilhar a informação sobre como funciona a vida em cativeiro dos Lórises, assinando também o compromisso de não apoiar nenhuma ação relacionada ao contrabando dessas fofurinhas, sempre que possível instruindo as pessoas de que este ser vivo sofre ao receber as tais 'cócegas'. Pode-se também doar valores em libras, euros ou dólares, adotando simbolicamente um animal. Camisetas e bichos de pelúcia também estão disponíveis, e todo o dinheiro arrecadado é destinado ao sustento do projeto.

Para os mais radicais, o International Animal Rescuer aceita voluntários para as suas mais diversas bases. Com certeza a que mais me interessou foi a que trabalha com os Lórises, em Ketapang. Espero um dia poder contar aqui - orgulhosamente - que eu finalmente saí da teoria, da fácil tarefa de escrever sentada confortavelmente em frente ao meu computador, e fui me esgueirar pela Indonésia? E quem sabe  esse dia não esteja mais próximo do que se imagina?



domingo, 14 de junho de 2015

Lista de leitura: a número um.

Macaron comprado especialmente para foto!
A internet é um lugar mágico, onde se pode encontrar de tudo um pouco. Infelizmente, nem sempre é possível compartilhar reflexões complexas ou longas sobre este ou aquele assunto. Por isso decidi reunir de certo em certo tempo alguns dos artigos mais interessantes que eu encontro por aí. Muitos vem dos links salvos no Facebook, mas alguns eu não faço a mínima ideia de onde eu tirei. De verdade.

. Os dois primeiros tópicos falam sobre idiomas, sendo um deles um infográfico sobre as línguas mais faladas no mundo e o outro é uma reportagem da BBC sobre os hiperpoliglotas.

. São dois os vídeos: um comercial da Triumph sobre a busca do soutien perfeito, no melhor estilo musical da Disney (em inglês) e um sobre a história ilustrada da música (em espanhol, mas perfeitamente entendível).

. O outro é um canal, chamado Blank on Blank, que dá vida a entrevistas e depoimentos perdidos utilizando animações. Conheci ele assistindo ao vídeo de uma entrevista da Grace Kelly, Princesa de Mônaco, sobre o Presidente Kennedy.

. Temos também cinco receitas: de Churros Crocantes, de Chips de Abobrinha, de Lasanha de Cogumelos, de Pretzel de Açúcar e Canela e do Spaghetti favorito da Jacqueline Kennedy (vegetariano!).

. Uma série de entrevistas da Vogue, que consistem em 73 perguntas 'aleatórias' para o interlocutor. A primeira que eu assisti foi com a Sarah Jessica Parker, a eterna Carrie Bradshaw de Sex and The City, mas também adorei as com a Anna Wintour, editora-chefe da Vogue americana (o livro favorito dela é Orgulho e Preconceito, da Jane Austen! E para ela a personagem mais estilosa de todos os tempos é Scarlett O'Hara!) e com a Blake Lively, que tomou um rumo muito diferente da sua personagem, Serena Van der Woodsen (isso me lembra que eu ainda preciso escrever sobre Gossip Girl aqui!). Todos somente em inglês.

. Uma indicação do Catraca Livre de um site com 25 mil obras de arte em alta resolução, disponível para impressão. 

. Uma reportagem do jornal 'O Globo' sobre o poder das amantes, com participação da Mary Del Priore, também conhecida como uma das minhas autoras favoritas.  A matéria lembrou-me de um dos meus artigos favoritos da revista Aventura na História, também sobre essas 'segundas-damas'.

. E por último, mas não menos importante, o trailer de uma série (sim, mais uma) que conta sobre a vida das esposas dos primeiros astronautas mandados para o espaço! Ela é baseada no livro The Astronaut Wives Club: a True Story, de Lilly Koppel., que já está na minha lista de desejos!

Isso foi tudo por hoje, mas caso você tenha algum tópico interessante 
para compartilhar conosco, sinta-se a vontade
para deixar um comentário!

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